Setembro Safira: O uso correto das lentes de contato pode preservar a sua visão

Em meio a tantas cores e iniciativas, o mês de setembro acompanha a cor safira pela primeira vez. A Campanha foi desenvolvida para educar sobre o uso adequado das lentes de contato, pois a utilização de maneira errada pode causar úlceras de córnea, com um alto risco de perda ou comprometimento da visão.

Em meio a tantas cores e iniciativas, o mês de setembro acompanha a cor safira pela primeira vez. A Campanha foi desenvolvida para educar sobre o uso adequado das lentes de contato, pois a utilização de maneira errada pode causar úlceras de córnea, com um alto risco de perda ou comprometimento da visão.

Para conhecer a fundo o projeto Setembro Safira, conversamos com a Dra. Claudia Del Claro (CRM-SC 10.589), médica oftalmologista e especialista em lentes de contato:

Visão em Dia – O que é a Campanha Setembro Safira?
Dra. Claudia – É uma campanha nacional de conscientização sobre o uso adequado das lentes de contato. Seu nome vem do significado simbólico da pedra preciosa safira, que representa a sabedoria.
Pensando nisso, a campanha tem o propósito de levar sabedoria, conhecimento; conscientizar e educar a população quanto ao correto uso das lentes de contato para evitar prejuízo ocular.
Demonstrar quais são os comportamentos e hábitos inadequados que aumentam os riscos de infecções na córnea ou intolerância às lentes de contato são fundamentos deste movimento.

Visão em Dia – O que levou a Sociedade Catarinense de Oftalmologia a criar esta ação?
Dra. Claudia – Dados recentes como um estudo realizado na China e publicado no periódico Eye em 2021, mostram que a opacidade na córnea é a quinta principal causa de cegueira e deficiência visual em todo o mundo, afetando cerca de 6 milhões de pessoas mundialmente¹. Além disso, é responsável por 1,5 a 2 milhões de novos casos de cegueira monocular por ano¹, evidenciando um fardo incessante e contínuo para a saúde humana.

Entre todas as etiologias (como infecção, trauma, inflamação, degeneração e deficiência nutricional), a ceratite infecciosa representa a principal causa de cegueira relacionada à córnea em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Sua incidência está estimada de 2,5 a 799 por 100 mil habitantes por ano. O uso de lentes de contato está entre os principais fatores de risco .

Como sabemos que a ceratite infecciosa relacionada às lentes está diretamente ligada aos maus hábitos e estes são totalmente mutáveis através da educação da população , vimos a necessidade de desenvolver uma campanha para conscientização e educação para o bom uso das lentes de contato.

Visão em Dia – Há mais dados estatísticos a respeito dos prejuízos à saúde ocular quando as lentes de contato são utilizadas de forma inadequada?
Dra. Claudia –
Sim. A pesquisa² com usuários de lentes de contato avaliou a prevalência de comportamentos de risco relacionados à higiene delas. O resultado foi chocante! Aproximadamente 99% dos usuários relataram pelo menos um hábito de risco à higiene das lentes de contato. Quase um terço dos entrevistados relatou ter experimentado olho vermelho ou dolorido relacionado às lentes de contato, exigindo uma consulta médica.

Estima-se que 40,9 milhões de adultos norte americanos usam lentes de contato, e muitos podem estar sob risco de infecções oculares graves devido ao uso inadequado das lentes de contato e comportamentos de cuidado².

Visão em Dia – Quais sinais o paciente pode apresentar em casos de não adaptação
às lentes de contato?
Dra. Claudia –
A intolerância às lentes de contato pode ser decorrente destes hábitos inadequados – como não descartar as lentes no período indicado, desinfecção inadequada ou o hábito de dormir com as lentes.

Mas nos casos em que o paciente já segue todas as orientações médicas, alguns pacientes podem não se adaptar a determinados materiais ou mesmo ser intolerantes ao produto de higienização das lentes. Sintomas como irritação, sensação de areia podem aparecer. Nestes casos procurar seu médico oftalmologista para uma avaliação.

Visão em Dia – E os colírios podem ajudar neste processo para manter os olhos e as lentes lubrificadas?
Dra. Claudia –
Os colírios lubrificantes próprios para o uso das lentes podem ser necessários caso o paciente apresente sintomas de ressecamento ocular, principalmente em frente ao computador ou em ambientes climatizados, com baixa umidade relativa do ar. E este uso das lentes com pouca lubrificação pode propiciar lesões na córnea que se tornam a porta de entrada para os agentes infecciosos, aumentando os riscos de infecção.

Visão em Dia – Qual deve ser a frequência de consulta ao oftalmologista para os pacientes que fazem uso de lentes?
Dra. Claudia –
O acompanhamento deve ser periódico, seu médico oftalmologista irá determinar a frequência dos retornos. Muitas vezes, os pacientes acham que está tudo bem, mas no exame percebemos que necessitamos reorientar o uso.

Visão em Dia – A doutora gostaria de deixar alguma mensagem para quem faz uso de lentes de contato?
Dra. Claudia –
Gostaria de reforçar que quem usa adequadamente tem uma chance muito menor de ter complicações e consegue seguir desta forma por muitos anos. Já quem não segue as orientações de cuidados – por desconhecimento ou por não acreditar nos riscos envolvidos – poderá enfrentar problemas no futuro.

Os conteúdos disponíveis neste portal têm a intenção de informar sobre a saúde ocular. A consulta com o profissional de saúde é fundamental e imprescindível para eventual diagnóstico, tratamento e acompanhamento do paciente.

¹Infectious keratitis: an update on epidemiology, causative microorganisms, risk factors, and antimicrobial resistance (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33414529/). Acessado em 08/09/2021.
²Contact Lens Wearer Demographics and Risk Behaviors for Contact Lens-Related Eye Infections – United States, 2014 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26292204/). Acessado em 08/09/2021.

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O diabetes é uma doença caracterizada pelo índice elevado de glicose no sangue, resultado da baixa capacidade do organismo de produzir e/ou utilizar a insulina. A ausência de controle pode levar a prejuízos oculares, renais e vasculares, por isso sempre vale a pena relembrarmos quais são os cuidados necessários para tentar impedir tais complicações.

Tipos de diabetes

Existem alguns tipos de diabetes, sendo os mais comuns:

Tipo 1: É autoimune, ou seja, o próprio organismo não reconhece mais as células beta do pâncreas, por isso acaba por destruí-las. Para estes casos é necessário realizar aplicação diária de insulina, uma vez que o pâncreas não tem como produzir esse hormônio. Ele é mais comum em crianças e adolescentes.

Tipo 2: Mais comum em pessoas acima dos 40 anos de idade, este é o tipo de diabetes mais comum e, geralmente, está relacionado ao sobrepeso e/ou obesidade. Trata-se do tipo de diabetes em que o nível de glicose no sangue se eleva em decorrência do aumento da resistência à insulina. Ou seja, a insulina produzida pelas células beta do pâncreas não desempenha o seu papel corretamente, que é transportar a glicose de dentro do sangue para as células.

Além desses dois tipos, existe também o diabetes gestacional e o diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA), quando pessoas diagnosticadas com o Tipo 2 desenvolvem um processo autoimune e acabam perdendo células beta do pâncreas.

Diabetes: Quais cuidados devemos adotar?

Nós conversamos com o Dr. Antonio Sergio Leone (CRM-SP 37733), médico oftalmologista, sobre a relação entre cegueira e diabetes e pedimos algumas dicas para nos ajudar na manutenção da saúde ocular.

Visão em Dia – Qual é a importância de controlar a glicemia?
Dr. Antonio – Apesar de a glicemia ser apenas um dos parâmetros de manutenção do Diabetes Mellitus, o controle das taxas da mesma é muito importante para o diagnóstico e acompanhamento do tratamento junto à medicação e dieta orientadas pelo médico endocrinologista.

Visão em Dia – Quais podem ser as complicações para a saúde ocular quando a taxa de glicose está alta?
Dr. Antonio – Na fase aguda, a taxa de glicose elevada no sangue pode causar embaçamento da visão para enxergar de longe. Ao longo do tempo, isso pode causar alterações na microcirculação retiniana, causando processos de sangramentos e formações de vasos irregulares. Isso pode levar ao surgimento de um edema macular diabético e até mesmo evoluir para retinopatia diabética. Ambas as condições podem desencadear a baixa de visão e cegueira. 

Visão em Dia – Todo e qualquer tipo de diabetes pode levar ao surgimento da retinopatia diabética?
Dr. Antonio – Sim, principalmente se o paciente já convive com o problema há muito tempo. 

Visão em Dia – Quais exames diagnosticam a Retinopatia Diabética?
Dr. Antonio – A avaliação realizada pelo médico oftalmologista é bastante complexa, mas posso resumir que realizamos o diagnóstico, principalmente, observando o fundo do olho e utilizando equipamentos que permitem uma visão em grande ângulo a dilatação das pupilas. 

Visão em Dia – Quais são os comportamentos que o paciente pode adotar para controlar a glicemia?
Dr. Antonio – O protocolo de controle metabólico, principalmente da glicemia, consiste sempre em três fatores primordiais:

1. Acompanhamento da dieta e do peso corpóreo;
2. Atividade física (dentro dos limites e capacidades de cada um);
3. Quando necessário, uso de medicamentos adequados para cada caso – sempre acompanhados por um especialista e, se possível, equipe multidisciplinar;
4. Avaliação ocular periódica, principalmente quem já apresenta diabetes. A detecção precoce de alterações na retina permite o tratamento das mesmas e pode ajudar na prevenção da perda visual no decorrer da evolução da doença.

Visão em Dia – Qual mensagem o doutor poderia deixar para alertarmos os pacientes sobre a possibilidade de perda total da visão em decorrência da retinopatia diabética?
Dr. Antonio – No momento, a retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira em todo o mundo. O controle adequado do diabetes mellitus é fundamental para evitarmos o surgimento de complicações oculares, vasculares e renais durante a evolução da doença.

 

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Como cuidar da saúde ocular em tempos de Covid-19

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Desde o ano passado, o cuidado com a saúde ocular tem um novo foco para nós, voltado à importância em dar continuidade aos tratamentos oculares durante a pandemia pela Covid-19.

Já se passou mais de um ano após a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil e, desde então, por diversos motivos, é possível que pacientes tenham interrompido seus tratamentos, não retornando ao oftalmologista, ou até mesmo adiado a primeira consulta com o especialista. Por isso, além de cumprir o nosso papel regular de conscientização a respeito das medidas contra a cegueira, precisamos reforçar que os cuidados com a saúde ocular não podem cessar em meio à pandemia. É o que pontua a Dra. Edna Almodin (CRM – PR 7.500), médica oftalmologista e ex- presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia: "Sabemos que é um período atípico, mas nós, enquanto especialistas, precisamos seguir avaliando e orientando sobre a relação de custo e benefício de o paciente seguir em consulta com o profissional", acrescenta.

Covid-19 e saúde ocular: Quando visitar o especialista

Dra. Edna orienta que quem apresenta problemas de refração – como miopia, hipermetropia, astigmatismo – pode esperar mais um pouco para a avaliação periódica, desde que acordado com o médico que acompanha o paciente. No entanto, há doenças oculares que podem trazer danos sérios e são justamente essas que exigem atenção. "A demora em buscar orientação especializada pode ocasionar hemorragias e lesões irreversíveis em pessoas que tem retinopatia diabética, por exemplo. E protelar os cuidados de um paciente com glaucoma pode elevar demais a pressão intraocular e também evoluir para a perda total da visão. O paciente deve ponderar as alternativas. É uma doença progressiva? Então, consultar um médico oftalmologista é urgente. Esses casos não podem esperar", explica Dra. Edna.

Para amenizar a insegurança e manter o foco na saúde ocular, a especialista indica que o paciente ligue para o seu médico e esclareça suas dúvidas e siga as orientações do profissional.

Embora o médico oftalmologista não tenha como avaliar os sinais de progressão de uma doença ocular por telefone, é um caminho de orientação e possíveis evoluções para consultas on-line e presencial.

"Pelas plataformas on-line nós conseguimos analisar se há necessidade de uma visita presencial. Elas são necessárias quando precisamos realizar exames com instrumentos que verificam fundo de olho, pressão intraocular, entre outros, e que só podem ser realizados no consultório", esclarece a doutora.

Como cuidar da saúde ocular na pandemia

Dra. Edna aproveita para reforçar ações constantes que devemos praticar para manter a qualidade de nossa visão:

1. Consultar o médico oftalmologista regularmente
A visita regular ao oftalmologista e a realização dos exames de rotina são essenciais para detecção precoce das doenças oculares. No caso das crianças, o primeiro exame é o do olhinho (realizado ainda na maternidade). A periodicidade do acompanhamento com profissional será definida por ele a partir de diagnósticos e tratamentos indicados.

2. Controlar o tempo de exposição às telas
Desde o início da pandemia, os adultos concentraram mais tempo em frente aos computadores para trabalhar durante uma carga horária muitas vezes estendida. Já as crianças, acabaram somando horas de aulas on-line e com distrações em celulares e tablets. "Esse uso excessivo de eletrônicos resseca os olhos, pois piscamos menos enquanto estamos diante das telas. Consequentemente, esse ressecamento pode desencadear sintomas de olho seco", alerta a médica oftalmologista.

Para diminuir o impacto do uso excessivo de telas, a especialista sugere pausas, com descanso dos olhos das telas, e a prática de olhar para o infinito, que pode ser somado ao uso de colírio lubrificante devidamente orientado pelo médico oftalmologista. Esta medida pode aliviar os sintomas, mas não substitui a conversa com o médico.

3. Não interromper o tratamento ocular
Assim como já mencionado, há doenças oculares que demandam tratamento contínuo e requerem o uso diário de medicamentos, com horários e formas específicas de aplicação. É importante manter o tratamento de acordo com as instruções do seu médico.

4. Higienização adequada das mãos
Um dos meios de contágio da Covid-19 é por meio das secreções lacrimais e por isso todo contato das mãos com olhos deve ser evitado. Inclusive, as mãos devem estar sempre higienizadas para o caso de o contato acontecer.

Para quem usa lentes de contato os cuidados devem ser ainda maiores. Antes de levar as mãos aos olhos para colocar ou retirar as lentes tenha convicção de que elas estão suficientemente limpas.

Não sabemos por quanto tempo ainda precisaremos nos manter afastados uns dos outros, então cuide-se o quanto for possível, mas não deixe para depois os cuidados com a saúde dos seus olhos.

 

Os conteúdos disponíveis no portal Visão em Dia têm a intenção de fornecer informações sobre saúde ocular. A consulta com o profissional de saúde é fundamental e imprescindível para eventual diagnóstico, tratamento e acompanhamento do paciente.

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Conheça os exames de rotina que cuidam dos seus olhos

Monitorar a saúde ocular é tão importante, que antes mesmo de sairmos da maternidade nós já passamos pelo teste do […]

Monitorar a saúde ocular é tão importante, que antes mesmo de sairmos da maternidade nós já passamos pelo teste do olhinho. Ao longo da vida, diversas são as necessidades que orientam para os exames de rotina, tanto para a prevenção quanto para a detecção de doenças, como problemas de refração (miopia, hipermetropia e astigmatismo), catarataglaucomaretinopatia diabética, entre outros.  

A Dra. Ana Luisa Hofling (CRM-SP 37.846), Professora de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM), explica que “a consulta oftalmológica é necessária em qualquer idade para avaliar a visão, a anatomia (tanto do segmento anterior como do segmento posterior de cada olho) e o alinhamento dos olhos. Na consulta oftalmológica pode haver a necessidade de realização de exames complementares para uma avaliação mais detalhada”. 

Assim, separamos alguns dos exames mais comuns realizados para controle da saúde ocular para que você possa compreender o objetivo de cada um:

– Exame de refração: Sabe aquele exame em que olhamos várias letras e números em diferentes tamanhos? É dele que estamos falando. Ele ajuda o médico a detectar os erros de refração e a necessidade do uso de óculos. A medida da acuidade visual pode ser feita com e sem o uso de óculos e pode detectar a ambliopia (falta de desenvolvimento normal da visão). Este exame também é necessário para adaptação de lentes de contato.

– Avaliação biomicroscópica: É com a ajuda de um microscópio que o oftalmologista avalia pálpebras, vias lacrimais e as várias estruturas dos olhos. É com este exame que o especialista pode identificar causas de irritação ocular e edema nas pálpebras, alteração na lubrificação dos olhos, presença de catarata, entre outros problemas oculares.

– Medida da pressão ocular: Como é mais comum o aumento da pressão e desenvolvimento de glaucoma após os 40 anos e acima desta faixa etária, a tonometria é um dos exames imprescindíveis para avaliar a pressão intraocular (PIO).

– Oftalmoscopia: Popularmente conhecido como exame de fundo do olho, é por meio deste exame que se avalia o segmento posterior ocular – em especial, a retina e o nervo óptico. Doenças como degenerações da retina, retinopatia diabética e alterações do nervo óptico podem ser detectadas.

– Teste ortóptico: Este exame avalia a movimentação e alinhamento dos olhos (também conhecido como teste de motilidade ocular) e auxilia no diagnóstico e acompanhamento do estrabismo (dificuldade de visão binocular).

Alguns problemas oculares não causam sintomas, por isso “a consulta periódica com o especialista é a melhor opção para prevenção de várias doenças. A partir dos sinais e sintomas apresentados, o médico indicará a frequência das consultas futuras (mensal, bimestral, trimestral, semestralmente) para uma nova avaliação”, orienta Dra. Ana Luisa.

Se você precisa de ajuda para encontrar um médico, aqui você pode localizar o oftalmologista que está mais próximo da sua região.  

O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

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Ao longo da vida, diversas são as necessidades que orientam para os exames de rotina, tanto para a prevenção quanto para a detecção de doenças, como problemas de refração (miopia, hipermetropia e astigmatismo), catarata, glaucoma, retinopatia diabética, entre outros.

A Dra. Ana Luisa Hofling (CRM-SP 37.846), Professora de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM), explica que “a consulta oftalmológica é necessária em qualquer idade para avaliar a visão, a anatomia (tanto do segmento anterior como do segmento posterior de cada olho) e o alinhamento dos olhos. Na consulta oftalmológica pode haver a necessidade de realização de exames complementares para uma avaliação mais detalhada”.

Assim, separamos alguns dos exames mais comuns realizados para controle da saúde ocular para que você possa compreender o objetivo de cada um:

– Exame de refração: Sabe aquele exame em que olhamos várias letras e números em diferentes tamanhos? É dele que estamos falando. Ele ajuda o médico a detectar os erros de refração e a necessidade do uso de óculos. A medida da acuidade visual pode ser feita com e sem o uso de óculos e pode detectar a ambliopia (falta de desenvolvimento normal da visão). Este exame também é necessário para adaptação de lentes de contato.

– Avaliação biomicroscópica: É com a ajuda de um microscópio que o oftalmologista avalia pálpebras, vias lacrimais e as várias estruturas dos olhos. É com este exame que o especialista pode identificar causas de irritação ocular e edema nas pálpebras, alteração na lubrificação dos olhos, presença de catarata, entre outros problemas oculares.

– Medida da pressão ocular: Como é mais comum o aumento da pressão e desenvolvimento de glaucoma após os 40 anos e acima desta faixa etária, a tonometria é um dos exames imprescindíveis para avaliar a pressão intraocular (PIO).

– Oftalmoscopia: Popularmente conhecido como exame de fundo do olho, é por meio deste exame que se avalia o segmento posterior ocular – em especial, a retina e o nervo óptico. Doenças como degenerações da retina, retinopatia diabética e alterações do nervo óptico podem ser detectadas.

– Teste ortóptico: Este exame avalia a movimentação e alinhamento dos olhos (também conhecido como teste de motilidade ocular) e auxilia no diagnóstico e acompanhamento do estrabismo (dificuldade de visão binocular).

Alguns problemas oculares não causam sintomas, por isso “a consulta periódica com o especialista é a melhor opção para prevenção de várias doenças. A partir dos sinais e sintomas apresentados, o médico indicará a frequência das consultas futuras (mensal, bimestral, trimestral, semestralmente) para uma nova avaliação”, orienta Dra. Ana Luisa.

Se você precisa de ajuda para encontrar um médico, aqui você pode localizar o oftalmologista que está mais próximo da sua região.

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Todos nós estamos sujeitos ao acometimento de doenças oculares, mas as que exigem mais atenção são as que não apresentam sintomas. Ou seja, as doenças que, inicialmente, trazem sintomas imperceptíveis – são detectados somente com a ajuda do médico oftalmologista.

Como cuidar da saúde ocular

A primeira e mais importante atitude é visitar o especialista periodicamente. Por meio dos exames de rotina o médico oftalmologista consegue avaliar se há alguma alteração e a necessidade de realização de exames complementares.

O segundo passo é seguir à risca as orientações do profissional. Por exemplo, o paciente com glaucoma precisa instilar os colírios nos horários indicados. Cada medicação prescrita tem uma função e esquecer um deles pode afetar o resultado do tratamento como um todo. Em caso de dúvida, sempre converse com o seu médico.

Além do acompanhamento de um especialista, também é importante estar atento a atitudes que ajudam a prevenir o surgimento de doenças, tais como:

– Não coçar os olhos para evitar o desenvolvimento ou progressão do ceratocone;
– Caso tenha indicação médica, usar óculos com filtros para proteger os olhos e eventual prevenção de doenças como degeneração macular relacionada à idade (DMRI);
– Ter cuidado para evitar acidentes domésticos que possam causar traumas, como fogo, objetos pontiagudos;
– Praticar atividade física regularmente (2);
– Manter uma alimentação saudável, rica em antioxidantes (3);
– Evitar o tabagismo (4), pois ele pode acelerar o desenvolvimento de doenças oculares.

Principais doenças oculares:- 196 milhões de pessoas com degeneração macular relacionada à idade (5);
– 146 milhões de pessoas com retinopatia diabética (3);
– 76 milhões de pessoas com glaucoma (3);

Conhecer as doenças oculares que podem levar à perda completa da visão é um caminho para a prevenção e adesão aos tratamentos propostos pelos médicos. Saiba mais sobre algumas delas:  

GLAUCOMA

O glaucoma é uma doença crônica, sem cura, que pode não apresentar sintomas em sua fase inicial. O diagnóstico precoce depende da visita regular ao médico oftalmologista. O glaucoma é uma doença que acomete o nervo óptico e que pode estar associada ao aumento da pressão intraocular (PIO – pressão interna do olho)

O glaucoma é mais comum em negros, idosos, pessoas com histórico da doença na família ou alta miopia, além de usuários crônicos de colírios com corticoides e diabéticos (6).

Uma das formas de tratamento é o uso de colírios hipotensivos, ou seja, aqueles que têm o efeito de baixar a pressão intraocular, usados de forma contínua (para o resto da vida). Em alguns casos, o uso de laser ou cirurgia é indicado.

Neste vídeo você encontra informações complementares e de forma mais ilustrativa.

RETINOPATIA DIABÉTICA

retinopatia diabética (RD) é uma complicação do diabetes que pode não apresentar sintomas em seus estágios iniciais. Ela afeta cerca de uma em cada três pessoas que vive com diabetes e é a principal causa de perda de visão e cegueira em pessoas com idade entre 20 e 65 anos (7). 

Inicialmente, não apresenta sintomas. A partir do momento em que as complicações vão ficando mais sérias, a visão se torna borrada e distorcida.

A doença é causada pelo excesso de açúcar nos pequenos vasos sanguíneos que irrigam a retina. Este material desgasta os casos, causando edemas ou obstruções. Portanto, é fundamental que o paciente com diabetes mantenha a taxa glicêmica controlada e faça visitas periódicas ao médico oftalmologista, além do endocrinologista.

Saiba mais sobre a retinopatia diabética neste vídeo.

As doenças oculares podem ser controladas e é possível evitar sua progressão. Para isso, é importante visitar regularmente o médico oftalmologista. Na consulta de rotina o especialista identifica se existe algum problema e quais providências podem ser tomadas.

Se este texto te ajudou, certamente pode ajudar as pessoas a sua volta: compartilhe com seus amigos e familiares!O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

Referência bibliográfica
(1) World report on vision 2019.
(2) A importância da prática de atividades físicas na promoção da saúde ocular das pessoas idosas;
(3) Luteína: Propriedades antioxidantes e benefícios à saúde
(4) Análise da camada de fibras nervosas da retina em usuários crônicos do tabaco e álcool;
(5) Hope in Sight – Toolkit;
(6) Conselho Brasileiro de Oftalmologia: Tudo sobre glaucoma;
(7) International Diabetes Federation: Diabetic Macular Edema (DME).

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O que é saúde ocular?

Todos os nossos sentidos são responsáveis, de alguma forma, por nossa comunicação com o mundo exterior. A visão, no entanto, tem maior contribuição. Ela é responsável por 80%¹ das informações que recebemos. Já com este dado é possível perceber a importância de cuidar deste órgão.

Dra. Cláudia Del Claro (CRM-SC 10.589), médica oftalmologista, explica: “Quando falamos em saúde ocular, referimo-nos à saúde dos olhos. Apesar de se tratar de um dos menores órgãos do corpo humano, sua estrutura é extremamente complexa e delicada – daí entendemos o porquê de existir uma especialidade dedicada aos olhos”.

A estrutura ocular é composta, principalmente, por:

– Cílios;
– Córnea;
– Coroide;
– Corpo ciliar;
– Cristalino;
– Esclera;
– Conjuntiva;
– Glândula lacrimal;
– Humor aquoso;
– Humor vítreo;
– Íris;
– Mácula;
– Nervo óptico;
– Pálpebras;
– Pupila;
– Retina.

Preservar a saúde ocular é investir em cuidados e na manutenção dos olhos para que nossa visão seja conservada, bem como suas estruturas.

E como evitar complicações futuras? “É imprescindível que o paciente consulte o médico oftalmologista. Além dos exames realizados e solicitados, a troca de informações também é bastante importante. Estudos mostram que as maiores causas de cegueira podem ser prevenidas. Aproximadamente 2,2 bilhões de pessoas vivem com uma deficiência visual, sendo que pelo menos um bilhão desses casos poderia ter sido evitado, ou ainda não foi diagnosticado². Levar o esclarecimento a essas pessoas já é meio passo dado”, orienta Dra. Claudia.

Principais doenças que podem prejudicar a saúde ocular

Entre as doenças oculares que podem interferir seriamente na saúde dos olhos estão:

Catarata
Atrás da íris, os olhos possuem uma lente denominada cristalino. A catarata ocorre quando o cristalino sofre qualquer perda de transparência. O uso de lentes ou óculos pode colaborar para o conforto visual em fase inicial, mas a catarata é uma doença progressiva. Por conta disso, a cirurgia para substituição do cristalino acaba se tornando o único tratamento efetivo. A estimativa é de que 65,2 milhões de pessoas já sofram com a catarata².

Ela pode ser congênita (presente desde o nascimento), ou adquirida, quando outros fatores levam ao seu desenvolvimento. Podemos citar: envelhecimento do cristalino com o passar da idade, uso de medicamentos (como esteroides), diabetes, glaucoma, traumas oculares e radiação para tratamento de outras patologias.

Glaucoma
O nervo ótico é o responsável por levar as informações que vemos ao cérebro. Qualquer dano nessa região pode interferir na qualidade da visão. O glaucoma é originado a partir de danos no nervo ótico e pode levar à cegueira total. O glaucoma pode ser primário de ângulo aberto, de ângulo fechado, congênito e secundário. Estima-se que 6,9 milhões de pessoas já sofram com a doença².

A doença é contida com base no controle da pressão intraocular (PIO) por meio de medicamentos específicos, laser ou de cirurgia. As indicações variam segundo cada caso.

Olho seco
A superfície ocular é revestida por uma fina película chamada filme lacrimal. Ela é composta, basicamente, pela lágrima. Toda vez que piscamos, esta lágrima é substituída por uma nova. Quando há deficiência na produção de lágrimas, ocorre o chamado olho seco. Fatores externos e doenças associadas à deficiência na composição/produção lacrimal também podem desencadear o olho seco, que pode ser tratado com possíveis mudanças de ambiente, colírios lubrificantes, oclusão do ponto lacrimal ou até mesmo uso de óculos ou lentes de contatos específicas e cirurgia, entre outras opções tópicas de tratamento, antibióticos e terapia intensa com luz pulsada³.

Retinopatia diabética
A retina é uma das estruturas que compõe a parte posterior do olho e é responsável por transformar a imagem em mensagem para o cérebro. Podemos dizer que os olhos são como uma câmera fotográfica e a retina pode ser comparada ao filme fotográfico. É ela que capta a imagem, registra e decodifica para enviar ao cérebro.

diabetes é uma doença que predispõe a evolução de diversas disfunções no organismo, uma delas é a retinopatia diabética, doença ocular de característica progressiva que afeta os vasos sanguíneos do olho, formando microaneurismas que tendem a se romper ou extravasar sangue, causando hemorragia e infiltração de gordura na retina, podendo causar a perda parcial ou total da visão.

Para tratar a doença é importante controlar o diabetes por meio das orientações do endocrinologista. Além disso, a fotocoagulação à laser, medicamentos intravítreos e cirurgia também são opções de tratamento – dependendo de cada caso.

Como preservar a saúde ocular

As doenças oculares citadas acima podem não ter cura, mas há meios de controlar os sintomas e evitar sua progressão, que pode desencadear a perda total da visão em alguns casos. A médica oftalmologista é enfática sobre a importância das consultas regulares com o especialista: “Esses encontros vão muito além da indicação ou não de óculos, ou ajuste de grau. É na consulta de rotina que nós identificamos se existe algum problema e tomamos as devidas providências”.

No entanto, quando o assunto é saúde ocular, nem tudo depende do médico oftalmologista. A Dra. Claudia explica como você pode fazer a sua parte na prevenção:

-Não coçar os olhos para evitar o desenvolvimento ou progressão do ceratocone;
– Usar óculos com filtros para proteger os olhos e eventual prevenção de doenças como degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e pterígio (degeneração da conjuntiva que pode atingir a córnea);
– Evitar acidentes domésticos que possam causar traumas, como fogo, objetos pontiagudos;
– Adquirir uma alimentação saudável, rica em antioxidantes;
– Evitar o tabagismo, pois ele apresenta propriedades que podem acelerar o desenvolvimento de doenças oculares.

Quanto mais fazemos por nossa saúde ocular, mais preservamos nossa visão. Se você busca mais informações relacionadas a este assunto, este link pode te ajudar.

O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista

Referências:

¹Biblioteca Virtual em Saúde – https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/53saude_ocular.html
²https://www.who.int/docs/default-source/infographics-pdf/world-vision-infographic-final.pdf?sfvrsn=85b7bcde_2
³ L. Jones et al. / TFOS DEWS II Management and therapy report; The Ocular Surface 15 (2017) 575-628

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Abril Marrom: Combate à cegueira em tempos de Covid-19

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Desde 2016, o mês de abril passou a ter um papel bastante importante quando falamos em saúde ocular. Isso porque o período foi definido como o Mês de Prevenção e Combate aos Diversos Tipos de Cegueira – Abril Marrom. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) , pelo menos 2,2 bilhões de pessoas no mundo têm deficiência visual ou cegueira. Este ano, especificamente, o cuidado ocular deve ser associado a outros comportamentos – não só pela saúde dos olhos, mas também pelo contexto do contágio da Covid-19 (coronavírus).

Abril Marrom: Como tudo começou

O projeto Abril Marrom surgiu em 2016, pelas mãos do Dr. Suel Abujamra (in memoriam), também doutor em oftalmologia e ex-presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). O especialista escolheu abril porque o Dia Nacional do Braile é comemorado no mesmo mês, em 08 de abril. Já o marrom foi escolhido por ser a cor da íris da maioria dos brasileiros, lembrando que ela é responsável por controlar a entrada de luz em nossos olhos.

Desta forma, o objetivo do Abril Marrom é conscientizar a população sobre os cuidados necessários para a manutenção da saúde ocular e da prevenção da perda visual.

Prevenção da cegueira em tempos de covid-19

De acordo com a OMS¹, dentre as condições oculares comuns que podem comprometer a visão (incluindo cegueira) estão a Doença Macular Relacionada à Idade (DMRI), catarata, opacidade da córnea, retinopatia diabéticaglaucomaerros de refração e tracoma.

Em relação ao glaucoma, o relatório mais recente da OMS¹ mostra que este ano serão 76 milhões de pessoas (entre 40 e 80 anos) com a doença. O número é bastante expressivo e reforça a necessidade de não descuirdamos mesmo em meio à pandemia de coronavírus. Por isso, o nosso foco neste mês em torno do Abril Marrom está especialmente baseado no alerta sobre o glaucoma e seu contexto de cuidados durante as restrições de locomoção e de quarentena.   

Para reforçar isso e contribuir com a conscientização, a Sociedade Brasileira de Glaucoma elaborou um material informativo² com as principais orientações para portadores de glaucoma em tempos de covid-19:

1. Lavar bem as mãos antes de instilar o(s) colírio(s);
2. Evitar sair de casa para comprar seus colírios ou qualquer medicação. Dê preferência ao serviço de entrega em domicílio das farmácias para não se expor desnecessariamente;
3. Seguir os horários estabelecidos pelo seu médico oftalmologista para aplicação das medicações;
4. A pressão intraocular (PIO) NÃO costuma apresentar variações significativas em um curto espaço de tempo em pacientes em uso regular dos colírios. Sendo assim, NÃO existe necessidade de pronto atendimento somente para medir a pressão ocular. Fique em casa;
5. Até o momento, NÃO existem evidências de que os colírios utilizados para o tratamento do glaucoma possam influenciar na infecção pelo coronavírus;
6. Lembrando que tudo é muito novo, também NÃO existem evidências até o momento de que as medicações utilizadas para o tratamento da infecção pelo coronavírus possam influenciar na evolução do glaucoma;
7. Manter o uso regular de todos os colírios que compõe o seu tratamento;
8. Cuidar bem da sua saúde em geral. O bom controle do diabetes, da pressão arterial, entre outros, é essencial neste momento.

Se surgir alguma dúvida sobre sintomas ou até mesmo sobre o seu próprio tratamento, consulte o seu médico oftalmologista. Para garantir o suporte aos pacientes em isolamento, o Conselho Federal de Medicina aperfeiçoou a eficiência dos serviços médicos prestados e, excepcionamente nesse período de COVID-19, os especialistas podem realizar o atendimento à distância.

O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

Referências
¹WorldReportOnVision 2019 disponível aqui: https://www.who.int/publications-detail/world-report-on-vision
²Material informativo da Sociedade Brasileira de Glaucoma disponível aqui: https://www.sbglaucoma.org.br/newsletter/2020/03-23/2020-03-23-sbg-newsletter-glaucoma-orientacao-covid19.pdf

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Blefarite: Saiba o que é e como tratar

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Irritação ocular, vermelhidão, sintomas de olho seco, ardência e lacrimejamento excessivo. Estes sintomas podem ser característicos de diversas doenças oculares e hoje nós falaremos sobre a blefarite. Ela é um tipo de inflamação que pode ocorrer nas pálpebras e desencadear os sinais listados anteriormente, somado ao aparecimento de “caspas” nos cílios.

Dr. Hamilton Moreira (CRM-PR 9388)médico oftalmologista, esclarece que a blefarite não é contagiosa e que alguns fatores podem facilitar o seu surgimento, tais como alergia a determinados medicamentos, dermatites (grupo de doenças que causa inflamações na pele), rosácea, pele oleosa, seborreia, alergia a maquiagem e até mesmo estresse. “Ela ocorre em função de diversos fatores relacionados, não um fator isolado”, explica o especialista.

Tratamentos para blefarite

Por estar comumente relacionada a problemas de pele, hábitos de higiene podem ser adotados e/ou melhorados a fim de controlar os sintomas da doença. “Ainda não existe cura, mas hoje há opções eficientes e específicas de medicamentos e procedimentos para auxiliar na qualidade de vida do paciente”, conta Dr. Hamilton. 

Os principais tratamentos para blefarite, com orientação do médico oftalmologista, são:

1.    Hábitos de higiene: Fazer a higiene correta das pálpebras previne infecções e inflamações. Para isso, é importante lavar o rosto diariamente e manter os olhos limpos com o auxílio de produtos específicos e indicados pelo médico oftalmologista.
2.    Medicamentos: Além de colírios anti-inflamatórios e antibióticos, o médico também pode recomendar o uso de pomada específica.

Além das alternativas acima, o uso de lubrificante ocular pode ser benéfico no controle dos sintomas: “As lágrimas artificiais colaboram aliviando os sintomas, por isso podem ser usadas regularmente”, acrescenta o médico oftalmologista. 

Dr. Hamilton aproveita para reforçar a importância do tratamento: “Pode parecer uma doença ocular simples, mas a blefarite deve ser tratada com seriedade. A falta de cuidados pode facilitar o aparecimento de complicações, como úlcera da córnea e até mesmo prejudicar a visão. Consultar o seu médico oftalmologista e ter conhecimento das opções é extremamente importante”.


O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

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