Uso correto das lentes de contato

O uso de lentes de contato é bastante comum, seja para fins estéticos ou oftalmológicos. Mas, independentemente do […]

O uso de lentes de contato é bastante comum, seja para fins estéticos ou oftalmológicos. Mas, independentemente do tipo de uso, elas precisam de cuidados específicos para evitar infecções e inflamações oculares.

Muitas pessoas escolhem as lentes porque não se adaptam aos óculos de grau, outras apenas porque gostam mais do efeito estético, e tem ainda aquelas que utilizam para corrigir a superfície da córnea. As indicações são muitas, como explica o médico oftalmologista, Dr.  Ricardo Nosé (CRM-SP 145706), sendo a principal indicação do uso de lente de contato para correção de vícios de refração (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia).

“Elas também têm a função terapêutica, como em pós-operatórios de cirurgias oculares e em algumas doenças específicas da córnea. Em doenças como ceratocone, as lentes rígidas e esclerais têm o papel importantíssimo na regularização da superfície da córnea e na melhora da visão. Além disso, elas também têm a função estética e cosmética”, relata o profissional.

Quando usadas adequadamente, as lentes não causam malefícios à saúde dos olhos, mas é sempre importante estar atento ao prazo de validade e ao período prescrito para o uso das mesmas. Existem lentes de descarte diário, mensal, quinzenal e etc. Utilizá-las fora das especificações e indicações podem gerar graves danos aos olhos.

A higiene também é um habito muito importante: “As lentes devem ser manuseadas com extrema cautela. As mãos devem estar lavadas (de preferência com água corrente e sabão) e serem secas antes do manuseio. Não é aconselhável a utilização das lentes ao imergir em banheira, piscina ou água do mar”, indica o especialista. Certifique-se também com o seu médico oftalmologista se sua lente tem indicação para dormir com elas, já que hoje existem lentes de uso contínuo que permitem isso hoje em dia.

As lentes de contato devem ser usadas com indicação médica, pois devem ser adaptadas à forma dos olhos e necessidades de visão de cada usuário. É importante lembrar que não devem ser compartilhadas, o que pode aumentar ainda os riscos e transmissão de doenças infecciosas.

“O uso inadequado de lentes de contato, além de predispor infecções, pode levar à sintomas de olho seco e alergias oculares”, adverte o oftalmologista. O uso de colírios lubrificantes, conhecidos como lágrimas artificiais, é indicado para aliviar os sintomas do olho seco e ajudar na lubrificação dos olhos de quem usa lentes.

Por fim, as lentes não devem ser utilizadas em casos de alergias e infecções oculares. Todo usuário de lentes de contato que apresentar sintomas, incluindo olho vermelho, deve procurar imediatamente um médico oftalmologista.


O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

Taís Cruz – MTB 0083367/SP

Veja mais conteúdos:

25 de maio 2018
O glaucoma é considerado a principal causa de cegueira irreversível no Brasil e no mundo. De acordo com a Organização [...]
27 de abril 2017
Dentre algumas das doenças oculares que atingem mais o público jovem, com índice de 4 a 600 casos [...]

Olho seco em pacientes com doenças reumáticas

Ardência, vermelhidão, sensação de areia ou de corpo estranho, coceira, lacrimejamento, irritação ocular… Estes são alguns dos sintomas […]

Ardência, vermelhidão, sensação de areia ou de corpo estranho, coceira, lacrimejamento, irritação ocular… Estes são alguns dos sintomas mais comuns quando falamos em olho seco. Além de fatores externos, como condições ambientais (poluição), o problema também pode ser desencadeado por doenças reumáticas.

Entenda o que é olho seco

olho seco é uma doença multifatorial da superfície ocular caracterizada por instabilidade do filme lacrimal e acompanhada de sintomas oculares(1).

A médica oftalmologista Dra. Ana Luisa Hofling de Lima Farah (CRM-SP 37846) reforça que “o olho seco pode surgir em função de fatores externos, de doenças associadas e da própria deficiência do organismo para compor/produzir a lágrima. Pelo fato de ser responsável pela nutrição e hidratação dos olhos, a falta da lágrima pode levar ao surgimento de incômodos oculares”.

Antes de falarmos sobre a doença reumática, citada no início do texto, é importante entender algumas diferenças entre a doença do olho seco e fatores que podem desencadear sintomas de olho seco. A deficiência na produção de lágrima e as alterações hormonais estão relacionados à doença, enquanto o uso excessivo de celular, computador e/ou tablet e a exposição excessiva ao sol, vento, ar condicionado, fumaça, poluição podem provocar os sintomas do olho seco. Ou seja, a pessoa pode sentir o incômodo ocular sem ter diagnostico de doença do olho seco.

Além dos sintomas abordados, o olho seco ainda pode gerar desconforto ao ler, assistir televisão ou trabalhar em frente ao computador por muito tempo, podendo impactar diretamente na qualidade de vida e desempenho das funções profissionais e sociais. Desta maneira, é importante consultar o médico oftalmologista e seguir as orientações para o tratamento adequado, que podem consistir no uso de colírios especialmente indicados para este fim.

Sobre a relação entre olho seco e as doenças reumáticas, é importante contextualizar o que compreende estas patologias. Segundo o Ministério da Saúde (2),  há um conjunto de diferentes doenças que acometem o aparelho locomotor, ou seja, ossos, articulações (“juntas”), cartilagens, músculos, tendões e ligamentos. Além disso, algumas doenças reumáticas podem comprometer outras partes e funções do corpo humano, como olhos, rins, coração, pulmões, intestino e até a pele. Existem mais de cem tipos de doenças reumáticas(2), sendo as principais: artrite reumatoide, síndrome de Sjögren, osteoartrite (artrose), fibromialgia, osteoporose, gota, febre reumática, entre outras.

Olho seco x doenças reumáticas: Qual é a relação?

A principal doença reumática que pode desencadear o olho seco é a síndrome de Sjögren, doença autoimune que se caracteriza, principalmente, pela manifestação de secura nos olhos e na boca associada à presença de autoanticorpos ou sinais de inflamação glandular(3). Embora pessoas de todas as idades possam ser afetadas, a doença tem maior incidência em mulheres entre 40 e 50 anos(3).

O envolvimento ocular – especialmente olho seco grave – pode existir independentemente da doença articular grave e deve ser avaliado em todos os pacientes com artrite reumatoide, independentemente de manifestações oftalmológicas(4).

A especialista orienta que nesses casos o cuidado com o olho seco seja complementar ao tratamento da doença sistêmica, junto ao reumatologista. “O oftalmologista dará continuidade ao tratamento, dependendo da gravidade do caso, com substitutos da lágrima, o que não trata a doença, mas ameniza os sintomas e as consequências. Dependendo do caso, até uma intervenção cirúrgica pode ser recomendada”, acrescenta a médica.

Independentemente do estágio da doença reumática, é importante a orientação do médico oftalmologista: “É impossível ignorar o olho seco, pois o paciente perde qualidade de vida pelo desconforto visual grave e alterações da visão”, alerta Dra. Ana.O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

Referências:

(1) CraigJP,etal.,TFOS DEWS II Report Executive Summary,TheOcularSurface (2017)
(2) Doenças reumáticas: Doenças que podem atingir pessoas de todas as idades – Disponível em https://bvsms.saude.gov.br/bvs/folder/doencas_reumaticas.pdf
(3) Síndrome de Sjögren: Doença auto-imune que se caracteriza pela secura ocular e da boca – Disponível em https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/sindrome-de-sjogren/
(4) Correlação entre sinais e sintomas de olho seco em pacientes portadores da síndrome de Sjögren. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27492008000400015&script=sci_arttext

Veja mais conteúdos:

20 de outubro 2017
Já pensou poder prevenir ou até mesmo retardar a evolução do glaucoma ingerindo um nutriente? Segundo estudos¹ do laboratório The [...]
24 de junho 2021
Monitorar a saúde ocular é tão importante, que antes mesmo de sairmos da maternidade nós já passamos pelo teste do [...]

Data comemorativa propõe a conscientização do Olho Seco

Assim como o nosso organismo precisa de água para se manter hidratado, os olhos têm a mesma necessidade. […]

Assim como o nosso organismo precisa de água para se manter hidratado, os olhos têm a mesma necessidade. Mas, no caso dos olhos, a hidratação e lubrificação é feita pela lágrima e qualquer disfunção que interfira na sua qualidade ou produção pode desencadear o olho seco. O problema é tão importante que já tem uma data para marcar o assunto: 06/10 – Dia Nacional de Conscientização do Olho Seco.


O olho seco é um sintoma que aparece em razão de fatores ambientais ou comportamentais e pode se apresentar também como uma doença crônica, chamada de Síndrome do Olho Seco, que causa bastante desconforto nos olhos e pode comprometer atividades simples do dia a dia. 


A Síndrome do Olho Seco ocorre quando a disfunção da produção de lágrimas altera a composição do filme lacrimal de forma crônica. O filme lacrimal tem a função de manter a umidade e lubrificação dos olhos, fornecendo hidratação, nutriente e oxigênio à córnea, protegendo-a contra infecções.


“Existem pessoas que apresentam deficiência na produção lacrimal e não conseguem produzir a quantidade adequada de lágrima, mas na grande maioria dos casos o sintoma do olho seco ocorre por agentes externos e ambientais. Nos dois casos os sintomas são de ardor, irritação e vermelhidão, sendo que na doença crônica ocorre também a dificuldade para movimentar as pálpebras”, explica o oftalmologista Marcelo Netto (CRM-SP 96.405), Professor e Doutor em Oftalmologia pela Universidade de São Paulo.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Síndrome do Olho Seco é mais propensa em mulheres, sendo três vezes mais frequente nelas. Alguns dos fatores associados a isso são: as alterações hormonais – especialmente na menopausa; uso de determinados medicamentos; idade avançada; uso de lentes de contato, além de doenças reumatológicas.


Quem é diagnosticado com a Síndrome do Olho Seco precisa de acompanhamento oftalmológico frequente e tratamento feito à base de colírios. Em casos mais graves, alguns procedimentos mais invasivos são indicados para garantir a manutenção da hidratação, evitando lesões na córnea que podem comprometer a visão de forma temporária ou mesmo definitiva.


“As lágrimas artificiais são colírios com funções especificas de proteção dos olhos, que equilibram o filme lacrimal e suas camadas contra a evaporação da lágrima”, explica o médico. Alguns colírios combinam dois importantes agentes, o ácido hialurônico e a carboximetilcelulose, por isso ajudam a lubrificar e a hidratar os olhos oferecendo mais conforto ocular e alívio prolongado.


A prevenção do sintoma do olho seco está em ações simples, como descanso dos olhos ao longo do dia, especialmente em relação ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos (celular, computador, televisão), higienização dos olhos para eliminar os poluentes do ar, entre outros. Mas o oftalmologista faz um alerta: “Mesmo que não haja necessidade de prescrição médica para o uso de colírios, recomenda-se a consulta periódica com o oftalmologista para a identificação da frequência dos sintomas, fatores desencadeantes e identificação precoce dos casos da doença, antes de ela cronificar”.


Para mais detalhes sobre os sintomas do olho seco e da Síndrome do Olho Seco, medidas preventivas e de tratamento, acesse o infográfico que preparamos sobre o assunto.
 

O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

Veja mais conteúdos:

13 de junho 2017
A adoção de hábitos saudáveis é, sem dúvida, uma grande aliada na prevenção de doenças oculares, mas algumas [...]
13 de julho 2020
“O que podemos fazer para evitar problemas com a saúde ocular?”, “Quais doenças costumam afetar os olhos?”, “Como [...]

Mulher e olho seco: Conheça a relação

O olho seco é um problema ocular que pode acometer tanto homens quanto mulheres, mas você sabia que o problema […]

olho seco é um problema ocular que pode acometer tanto homens quanto mulheres, mas você sabia que o problema afeta três mulheres a cada homem¹? Em razão do Mês da Mulher, produzimos uma matéria especial para explicar porque o público feminino é mais suscetível ao desenvolvimento do olho seco.

Dr. Sérgio Kandelman (CREMESP 128.655), esclarece que o olho seco é uma alteração na quantidade ou na qualidade da lágrima, o que leva ao ressecamento dos olhos e pode causar vermelhidão, sensação de areia, desconforto e coceira. Em algumas pessoas, essa disfunção é crônica, alterando a composição do filme lacrimal e desencadeando a Síndrome do Olho Seco (também conhecida como Síndrome da Disfunção Lacrimal) – sendo este caso mais difícil de tratar.

Tanto para homens, quanto para mulheres, os principais fatores que podem desencadear este problema ocular são:

– Clima seco;
– Exposição ao sol, à fumaça, à poluição, ao vento, ao ar condicionado;
– Uso excessivo de computadores, celulares e tablets, pois contribuem para a redução da frequência de piscadas e, consequentemente, para a diminuição da lubrificação dos olhos;
– Doenças associadas, tais como doenças conjuntivais e meibomite;
– Uso de determinados medicamentos para alguns tipos de tumores;
– Doenças autoimunes;
– Envelhecimento;
– Deficiência na composição da lágrima ou na produção lacrimal.

No caso das mulheres podemos acrescentar mais um fator, que é a oscilação hormonal. Durante a menstruação, climatério e menopausa, o nível de estrogênio diminui, interferindo diretamente na produção lacrimal. Poucas mulheres se atentam, mas é justamente nestas épocas que os sintomas do olho seco aparecem.

“Para prevenir e tratar o problema, o acompanhamento com o oftalmologista é importante, uma vez que eles orientarão, caso a caso, sobre a necessidade de suplementação lacrimal, a importância de cuidados de higiene palpebral e controle de alergias oculares, bem como evitar coçar os olhos”, orienta o especialista. 

Para as mulheres mais vaidosas, que não abrem mão da maquiagem no dia a dia, é importante evitar produtos na borda interna da pálpebra e retirar bem os produtos dos olhos, já que alguns podem alterar o PH da lágrima e causar vermelhidão.

Se você ficou com alguma dúvida sobre olho seco, consulte o seu oftalmologista. O importante é cuidar bem dos seus olhos!


O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

¹ Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS)

Veja mais conteúdos:

11 de outubro 2017
Você sabe o que são os erros de refração? Chamados assim, poucas pessoas reconhecem, mas eles nada mais [...]
05 de outubro 2018
Assim como o nosso organismo precisa de água para se manter hidratado, os olhos têm a mesma necessidade. [...]

Síndrome do olho seco: saiba o que é e como tratar

Você sabe qual é a função da lágrima? Ela é responsável pela nutrição e hidratação dos nossos olhos […]

Você sabe qual é a função da lágrima? Ela é responsável pela nutrição e hidratação dos nossos olhos e a falta dela ou a dificuldade em produzi-la pode desencadear o olho seco. O problema é tão sério que já tem uma data para falar sobre ele: 06/10 – Dia Nacional de Conscientização do Olho Seco.

“Naturalmente, algumas pessoas podem ter deficiência na produção lacrimal e não conseguem produzir a quantidade adequada de lágrima, mas agentes externos e ambientais também podem provocar o ressecamento da superfície do olho, desencadeando vermelhidão, coceira e ardor, sendo a dificuldade para movimentar as pálpebras um dos sintomas quando o caso é mais grave”, explica o oftalmologista Marcelo Netto (CRM-SP 96.405), Professor e Doutor em Oftalmologia pela Universidade de São Paulo.

Fatores desencadeantes

– Deficiência na produção de lágrima;
– Uso excessivo de celular, computador e/ou tablet;
– Alteração hormonal;
– Exposição excessiva ao sol, vento, ar condicionado, fumaça, poluição.

Sintomas

– Ardência;
– Vermelhidão;
– Sensação de areia ou de corpo estranho;
– Coceira;
– Lacrimejamento;
– Cansaço;
– Irritação;
– Visão turva (pode melhorar depois de piscar);
– Desconforto ao ler, assistir televisão ou trabalhar em frente ao computador por muito tempo.

Tratamento

– Acompanhamento oftalmológico para evitar danos na visão;
– Uso de colírios (lágrimas artificiais).

Prevenção

Consulte regularmente o oftalmologista para realizar os exames de rotina;
– Pisque regularmente;
– Descanse os olhos;
– Durma 8 horas por noite (pelo menos);
– Beba água constantemente;
– Evite os fatores desencadeantes;
– Limpe os olhos corretamente;
– Lave e exponha ao sol os sapatos, roupas e casacos que ficaram guardados por muito tempo no armário para evitar dispersão de ácaros;
– Cuide da higiene das mãos e dos olhos;
– Hidrate diariamente seus olhos com colírio (lágrimas artificiais).

A prevenção do olho seco está em ações simples, mas o especialista faz um alerta: “Mesmo que não haja necessidade de prescrição médica para o uso de colírios, recomenda-se a consulta periódica com o especialista – tanto para indicar o colírio adequado para cada caso quanto para diagnosticar e tratar”.

Fique atento às dicas e compartilhe com os seus amigos e familiares, afinal, eles podem não conhecer o problema e precisarem de ajuda.

O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista

Veja mais conteúdos:

06 de outubro 2017
Você sabe qual é a função da lágrima? Ela é responsável pela nutrição e hidratação dos nossos olhos [...]
27 de abril 2017
O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma (26 de maio) é a melhor oportunidade para estimular a adesão e a [...]

5 dicas para manter seus olhos hidratados

Seja no verão, seja no inverno, o cuidado com a saúde ocular deve ser constante. E neste quesito, […]

Seja no verão, seja no inverno, o cuidado com a saúde ocular deve ser constante. E neste quesito, a hidratação é sempre fundamental.

Dr. José Álvaro Pereira Gomes (CRM-SP 66306), membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e presidente da Associação de Portadores de Olho Seco (APOS), explica que “a hidratação é essencial porque promove a limpeza, a nutrição e a proteção dos olhos, podendo ser realizada diariamente”. Para mostrar como atitudes simples podem fazer a diferença, o especialista dá algumas dicas de como lubrificar os olhos:

1.    Pisque
Parece bobagem, mas ao ler um livro, ficar em frente a uma tela de celular, tablet ou computar, muitas pessoas se esquecem de piscar – pelo menos como deveriam. O ideal é piscarmos, em média, oito a dez vezes por minuto, porque neste gesto simples ajudamos na lubrificação natural dos olhos. Mas, nas atividades citadas anteriormente, costumamos piscar duas ou três piscadas por minuto, favorecendo o olho seco.

2.    Beba água
A água é um elemento benéfico para todo o corpo e isso também inclui os olhos. Ela é o elemento mais importante para o filme lacrimal (lágrima), responsável pela hidratação da superfície ocular.

3.    Higienize seus olhos diariamente
Limpar os olhos e cílios de manhã é um excelente jeito de começar o dia. Para os olhos, soro fisiológico sem conservante é suficiente, e para os cílios o indicado é usar xampu neutro diluído ou algum produto específico – o que evita o acúmulo de gordura e melhora uma das camadas da lágrima.

4.    Use colírios hidratantes
Ficar muito tempo exposto a ambientes com ar condicionado, poluição ou trabalhar muitas horas seguidas no computador contribuem para a evaporação das lágrimas. Para auxiliar na reposição da hidratação, existem colírios compostos por carboxmetilcelulose que podem ser utilizado até seis vezes por dia. Em caso de necessidade da utilização de colírios lubrificantes com maior frequência, deve-se preferir utilizar colírios sem conservantes.

5.    Consulte o oftalmologista regularmente
Nossos olhos podem dar sinais silenciosos de problemas que apenas o oftalmologista consegue identificar. Por isso, fazer consultas anuais com o médico é importante para prevenir e tratar qualquer doença. “Poucas pessoas sabem, mas visão turva, fadiga ocular e dor de cabeça podem ser sinais de estresse ocular, também provocado pela falta de hidratação dos olhos, que podemos identificar no consultório com exames que avaliam a quantidade e a qualidade da lágrima”, reforça o especialista.

O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

Veja mais conteúdos:

13 de dezembro 2019
A conjuntivite alérgica é um dos tipos mais comuns de inflamação ocular. Mais incidente no período da primavera, ela pode [...]
29 de julho 2021
Desde o ano passado, o cuidado com a saúde ocular tem um novo foco para nós, voltado à [...]

Por dentro do olho seco

Sendo um problema ocular comum nos dias de hoje, o olho seco pode ocorrer por baixa produção de lágrima ou fatores ambientais como a poluição, ar condicionado, exposição ao sol e uso excessivo de smartphones, tablets e computadores. Assista ao vídeo e saiba mais.