Vídeo: Tudo sobre o glaucoma

O Glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível no mundo. A doença não apresenta sintomas, e só pode ser diagnosticada através de consulta oftalmológica. Saiba tudo sobre o glaucoma neste vídeo:

De olho nas dicas: Por que muitos pacientes não aderem ao tratamento do glaucoma?

O médico oftalmologista, Dr. Remo Susanna Jr., traz para discussão a grande questão sobre o tratamento do glaucoma: Por que tantos pacientes não aderem?

De olho nas dicas: Quais são os fatores de risco e as formas de prevenção do glaucoma?

O glaucoma é uma doença ocular que não permite recuperar a perda visual após diagnosticado. No entanto, é possível evitar a progressão do dano causado. Para isso, é importante ter conhecimento de quais são os fatores de risco e como podemos prevenir o glaucoma. Quem nos dá essas informações completas é o Dr. Paulo Augusto de Arruda Mello, médico oftalmologista.

22 de maio 2021
Entrevista com Dr. Augusto Paranhos, oftalmologista e Presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma, sobre os índices de glaucoma, diagnóstico e tratamento da doença.

Dia Nacional de Combate ao Glaucoma: Informação ajuda na prevenção da cegueira

Neste mês, nós temos uma data bastante importante para a saúde ocular: Dia Nacional de Combate ao Glaucoma (26/05). […]

Neste mês, nós temos uma data bastante importante para a saúde ocular: Dia Nacional de Combate ao Glaucoma (26/05). Sabendo da complexidade que é a doença e da importância de levar informação de qualidade a todos para evitar as complicações irreversíveis do glaucoma, nós convidamos o Dr. Augusto Paranhos (CRM-SP 84.213), oftalmologista e Presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma*, para um bate-papo. O especialista discorreu sobre os principais aspectos do diagnóstico e do tratamento da doença e também esclareceu as principais dúvidas que giram em torno da temática. Confira:

VISÃO EM DIA – Doutor, qual é a predominância do glaucoma?
DR. AUGUSTO PARANHOS – A revista Ophthalmology é uma das principais no setor e traz um compilado de diversos estudos realizados na área. Com base nestes materiais, a publicação aponta que 3,5% da população mundial tem glaucoma¹. Claro que essa prevalência varia de acordo com a região analisada, mas se fossemos pensar que temos em torno de 88 milhões de pessoas acima dos 40 anos no Brasil isso significa que são cerca de três milhões de glaucomatosos. E já temos estudos mostrando – não especificamente no nosso País – que metade das pessoas com glaucoma não sabem que têm a doença²,³­,4,5.

VISÃO EM DIA – O glaucoma é uma doença degenerativa que ocorre em decorrência do envelhecimento?DR. AUGUSTO PARANHOS – Sim, em parte. À medida que a população envelhece, a prevalência da doença e a velocidade de progressão também aumentam. Parte do problema é, sim, porque se trata de uma doença degenerativa.
Nós nascemos com uma quantidade de células que conecta o olho ao cérebro – algo em torno de 1,6 milhões de células. Conforme nós envelhecemos, essa quantidade vai diminuindo sem ter reposição. E o que acontece no glaucoma é uma morte celular mais acelerada, então certamente existe o componente degenerativo associado ao problema ocular.

VISÃO EM DIA – Doutor, existe mais de um tipo de glaucoma? Quais costumam ocorrer com mais frequência?
DR. AUGUSTO PARANHOS – Temos mais de 30 tipos de glaucoma, sendo os mais recorrentes: glaucoma primário de ângulo aberto, glaucoma de ângulo fechado e glaucoma corticogênico.
Atrás da íris (parte colorida dos olhos) nós temos um líquido que é produzido o tempo todo. Ele passa pela pupila (“buraquinho” existente na íris) e sai do olho no ângulo entre a íris e a córnea (parte transparente do olho). Quando o ângulo entre a íris e a córnea é mais aberto, chamamos de glaucoma primário de ângulo aberto. Quando o paciente tem esse ângulo muito estreito nós chamamos de glaucoma de ângulo fechado. Este segundo é mais comum em paciente hipermetrope, por exemplo.

VISÃO EM DIA – Muitas vezes o paciente não percebe a perda visual. Como ele pode identificar que algo está errado? Quais os sintomas mais comuns?
DR. AUGUSTO PARANHOS – O nosso organismo tem um mecanismo de defesa. Quando ele detecta algo errado já busca alternativas para corrigir o problema. No fundo do olho, onde os olhos recebem a luz, nós temos muitas células ganglionares com a mesma função. Vou dar um exemplo grosseiro para ilustrar: Em uma determinada região eu tenho cinco células ganglionares emitindo o mesmo sinal. Se eu perco três, eu vou continuar percebendo o estímulo luminoso mesmo que eu tenha perdido mais da metade das células da retina. O próprio organismo se encarrega de “encobrir” esta deficiência. Ou seja, o “olho bom” compensa o “olho ruim”, por isso o glaucoma primário de ângulo aberto é inicialmente assintomático.
No entanto, quando falamos sobre glaucoma de ângulo fechado, este tem sintomas perceptíveis. O paciente pode sentir crises de embaçamento visual, de dor, de desconforto, auras coloridas quando vê luz. Inclusive, pode ocorrer uma crise aguda, que gera é uma dor insuportável e até leva a pessoa ao pronto-socorro. Este é um tipo de glaucoma que tem muitos sintomas associados.
Outro tipo de glaucoma com sintoma é o corticogênico. É bastante comum as crianças terem alergia ocular e, dependendo do caso, o médico oftalmologista orienta o uso de corticoide. A mãe percebe que a medicação é rápida e eficaz, então nos episódios seguintes de alergia ocular ela mesma se encarrega de medicar o filho sem orientação profissional, uma vez que não é exigida receita para adquirir o remédio.  Dali um tempo, essa criança começa a ter embaçamento da visão e vai ao médico oftalmologista achando que o problema será resolvido com óculos. Não é o que acontece. Trata-se de um glaucoma corticogênico e a criança perdeu a visão devido ao uso errôneo da medicação.

VISÃO EM DIA – Entrando na questão da prevenção, qual é o direcionamento? Existe prevenção?
DR. AUGUSTO PARANHOS – Sim, mas varia de acordo com o tipo da doença. Por exemplo, é possível prevenir os glaucomas secundários tratando a causa da hipertensão. Se o paciente tem um glaucoma secundário à uveíte, é preciso tratar a uveíte. Se for um glaucoma secundário a um trauma e este foi tratado adequadamente, o glaucoma não chega a se desenvolver. Já o glaucoma corticogênico, como falei anteriormente, basta não usar indevidamente o medicamento.

VISÃO EM DIA – Vemos que o glaucoma é bastante complexo. É possível resumir como o tratamento é realizado?
DR. AUGUSTO PARANHOS – Após diagnosticado o glaucoma, a primeira coisa que fazemos, quando possível, é um tratamento com laser, mesmo antes do colírio.

VISÃO EM DIA – O doutor poderia deixar uma mensagem para quem nos acompanha?
DR. AUGUSTO PARANHOS – O paciente deve realizar consultas e exames periódicos, porque é durante a execução dos exames que encontramos os sinais do glaucoma e de outras doenças oftalmológicas. Somente com o diagnóstico e a orientação médica adequada é possível prevenir a progressão do glaucoma e a cegueira causada pela doença.
É importante que o paciente tenha paciência para ser submetido a um exame bem feito e entender todo o processo do tratamento.

Saiba mais sobre glaucoma
Para comemorar o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma nós lançamos o primeiro episódio do podcast Visão em Dia. A entrevista com o Dr. Augusto Paranhos está disponível lá. Para ouvir a conversa na íntegra, clique aqui (hiperlink do podcast). E não se esqueça de compartilhar com amigos e familiares para que eles também possam cuidar da saúde ocular e evitar problemas futuros.

O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista

*Conteúdo produzido com apoio da Sociedade Brasileira de Glaucoma

Referências:
¹THAM, Yih Chang; XIANG, Li; WONG, Tien Y; QUIGLEY, Harry A; AUNG, Tin; CHENG, Ching-Yu. Global Prevalence of Glaucoma and Projections of Glaucoma Burden through 2040. Ophthalmology, Vol 121, Issue 11, pages 2081-2090, Nov 2014. (abstract) 
²Half of Those with Glaucoma Don’t Know It; Are You At Risk?. American Academy of Ophthalmology, 2015. Disponível em: < https://www.aao.org/newsroom/news-releases/detail/half-of-those-with-glaucoma-don-t-know-it-are-you->. Acesso em 21 de mai de 2020.
³HENNIS, Anselm; WU, Suh-Yuh; NEMESURE, Barbara; HONKANEN, Robert; LESKE, M Cristina; Barbados Eye Studies Group. Awareness of Incident Open-Angle Glaucoma in a Population Study: The Barbados Eye Studies. National Library of Medicine 2007 Oct;114(10):1816-21.
4 TIELSCH, JM; SOMMER A; KATZ J; ROYALL RM, QUIGLEY HA, JAMA Javitt. Racial variations in the prevalence of primary open-angle glaucoma. The Baltimore Eye Survey. 1991 Jul; 266(3):369-74.
5 LESKE MC, CONNEL AM, SCHACHAT AP, HYMAN L. Prevalence of open angle glaucoma. The Barbados Eye Study. Arch Ophthalmol. 1994 Jun; 112(6):821-9.

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glaucoma está listado entre as principais causas de perda visual e, segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que 11,9 milhões de pessoas em todo o mundo tenham deficiência visual moderada ou severa, ou cegueira devido ao glaucoma. Um dos fatores que contribui para a progressão do glaucoma é o abandono do tratamento por parte dos pacientes, mas o seguimento correto pode controlar o problema ocular e evitar a cegueira. 

O médico oftalmologista Dr. Mauricio Della Paolera (CRM-SP 47.500),  explica: “O glaucoma é uma doença complexa, mas que pode ser controlada graças às alternativas existentes na atualidade. Entre os motivos alegados pelos pacientes para descuidar do tratamento, especialmente aqueles na faixa da terceira idade, é a quantidade de medicamentos recomendada”. 

Para tentar reverter este cenário e incentivar a continuidade da abordagem, o especialista investe na educação: “Eu acredito que quanto mais informação eu forneço ao paciente e seu acompanhante, melhor será o tratamento. É importante que eles entendam o que é o glaucoma, como ele ocorre, quais podem ser as consequências e quais são os benefícios de seguir as orientações médicas. Deixo a consulta o mais aberta possível para que todos se sintam à vontade para tirar as dúvidas”.

Como funciona o tratamento do glaucoma?

DIAGNÓSTICO

Os principais exames realizados pelo médico oftalmologista para investigação de um possível caso glaucomatoso são:

– Gonioscopia: Exame para classificar o tipo de glaucoma;
– Oftalmoscopia: Permite analisar se o nervo óptico foi danificado em decorrência do glaucoma;
– Paquimetria: Indicado para avaliar a espessura da córnea;
– Campo visual: Ajuda o especialista a avaliar a sensibilidade da região central da visão;
– Tonometria: Para aferir a pressão intraocular.

Para um resultado mais assertivo e melhor avaliação das estruturas oculares, o médico oftalmologista também pode solicitar os exames de: retinografia, retinografia anéritra, tomografia de coerência óptica (OCT), entre outros.

TRATAMENTO CLÍNICO

Dr. Mauricio conta que a indicação do colírio vai depender do tipo de glaucoma e do histórico do paciente (se existe a possibilidade de reação a algum princípio ativo, por exemplo).

O tratamento pode exigir até quatro tipos de colírio, o que contextualiza os relatos mais comuns dos pacientes de não se lembrarem de qual medicamento já foi aplicado ou se usaram o mesmo mais de uma vez. Mas o médico destaca existem opções de colírios que combinam mais de um princípio ativo em um único medicamento, reduzindo o volume de frascos a serem administrados. “Acredito que este facilitador tende a melhorar a taxa de adesão“, comenta o médico oftalmologista. 

Os colírios recomendados no tratamento do glaucoma auxiliam no controle da pressão intraocular (PIO) e, como consequência, impedem a progressão do dano causado pela doença. “Iniciamos com as drogas mais fortes (prostaglandinas) e se não surtir resultado combinamos com outros princípios ativos, como betabloqueador e inibidores da anidrase carbônica”, esclarece Dr. Mauricio.

O médico reforça que também é extremamente importante que o uso dos medicamentos seja feito sempre nos mesmos horários. 

Cuidados importantes durante o tratamento do glaucoma

1.    O intervalo entre aplicação de uma medicação e outra deve ser de (pelo menos) 5 minutos .
2.    Para preservar de maneira adequada, seguir as orientações contidas na bula do seu colírio
3.    Após o diagnóstico e início do tratamento, é o profissional quem irá definir o intervalo das consultas para acompanhamento. Essa periodicidade irá depender de fatores como o tipo de glaucoma, gravidade e estágio da doença.

O desenvolvimento do glaucoma pode acontecer em função de fatores independentes de nossos comportamentos, mas também podemos fazer a nossa parte:

1. Evitar o uso contínuo de colírios com corticoide sem orientação médica
Um dos fatores que pode favorecer o aparecimento do glaucoma é o uso abusivo de colírio com corticoide. “Poucas pessoas sabem, mas o corticoide pode aumentar a pressão intraocular e pode levar ao desenvolvimento do que chamamos de glaucoma corticogênico. Esse tipo é de rápida progressão e também pode cegar. O uso deve ser feito somente sob prescrição médica”, explica o especialista.

2. Consultar o médico oftalmologista regularmente
Dr. Mauricio enfatiza a importância das consultas regulares com o médico oftalmologista para o diagnóstico precoce. No caso do glaucoma, quanto antes iniciar o tratamento, mais cedo se pode controlar a evolução da doença e evitar lesões no nervo óptico.

O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

Referências
– WorldReportOnVision 2019 disponível aqui: https://www.who.int/publications-detail/world-report-on-vision 
– Bula TRIPLENEX®: https://allergan-web-cdn-prod.azureedge.net/allerganbrazil/allerganbrazil/media/allergan-brazil/triplenex-paciente.pdf

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Glaucoma congênito: um risco para a saúde de crianças e bebês

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Quando se fala em glaucoma, geralmente a doença está relacionada aos idosos, mas não é apenas após os 40 anos que ela se torna um risco, o desenvolvimento da doença pode ocorrer também antes mesmo do primeiro ano de vida. Existem diferentes tipos de glaucoma, e um deles se desenvolve em bebês e crianças. Você já ouviu falar do glaucoma congênito?

O glaucoma congênito é uma condição rara, normalmente, diagnosticado no primeiro ano de vida da criança. Ela pode ser de origem genética, mas, comumente, está ligada a alterações na formação do sistema de drenagem do globo ocular do feto. Essa má formação pode levar ao aumento da pressão intraocular que causam distensão do globo ocular e lesão do nervo óptico¹. Se não tratadas, levam, em geral, à cegueira.

Para entender melhor a doença, conversamos com a médica oftalmologista especialista em Glaucoma e Catarata, Dra. Christiane Rolim de Moura (CRM-SP  75498): 

Visão em Dia: O que é o Glaucoma Congênito?
Dra. Christiane Rolim: Este termo designa um grupo de doenças que acontece na infância com diferentes etiologias. As causas mais comuns estão relacionadas a alterações na formação normal da porção anterior do globo ocular, comprometendo as vias de drenagem do humor aquoso, ainda durante a vida intrauterina. Sendo assim, o feto ou a criança pequena podem apresentar a pressão intraocular elevada, desde muito cedo. 

Visão em Dia: Como a doença pode ser identificada?
Dra. Christiane Rolim: Os sintomas observados são sensibilidade à luz e lacrimejamento, aumento do tamanho da córnea e do globo ocular, assim como a perda de seu brilho normal ou embranquecimento da córnea². Esses sinais podem ser observados pela família, pelo pediatra ou pelo oftalmologista.

Visão em Dia: Há algum fator de risco para o desenvolvimento da doença?
Dra. Christiane Rolim: Existe um caráter hereditário³ neste grupo de doença. O uso indiscriminado de colírios com corticosteroides é um fator de risco importante, que pode gerar um quadro semelhante aos glaucomas na infância não adquiridos. Portanto o corticosteroide na infância deve ser utilizado exclusivamente sob orientação e supervisão medica.

Visão em Dia: Como é feito o tratamento?
Dra. Christiane Rolim: Geralmente através de procedimentos cirúrgicos, alguns casos podem receber colírios hipotensores oculares em situações específicas.

Visão em Dia: Em alguns casos o glaucoma congênito leva à perda da visão, esta perda pode ser revertida com o tratamento?
Dra. Christiane Rolim: Sim, sem dúvida. Uma porcentagem significativa dos casos, o tratamento impede a evolução para a perda de visão, para que isso aconteça, o plano de tratamento deve ser estabelecido imediatamente após o diagnóstico. 

O diagnóstico precoce é a melhor forma de garantir o tratamento adequado e preservar a visão, caso perceba qualquer alteração nos olhos do bebê ou criança, leve-o a uma consulta com o médico oftalmologista

O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

¹https://www.reviewofophthalmology.com/article/pediatric-glaucoma-a-review-of-the-basics

²https://www.reviewofophthalmology.com/article/pediatric-glaucoma-a-review-of-the-basics

³ Affiliated Professor, Pediatric Glaucoma Section – http://bit.ly/2I1AnLe
 

Taís Cruz – MTB 0083367/SP

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Mais de 60 milhões¹ de pessoas ao redor do mundo são afetadas pelo glaucoma, doença ocular multifatorial em que ocorre dano ao nervo óptico e perda progressiva e irreversível da visão. Algumas situações aumentam a chance de uma pessoa apresentar a doença: aumento da pressão intraocular (PIO), idade mais avançada (a partir de 40 anos), histórico de glaucoma na família entre outras. 

Por dentro do GLAUCOMA²

O que é? Doença ocular em que ocorre dano ao nervo óptico, responsável por levar as informações que vemos ao cérebro, que em evolução sem o tratamento, leva à perda irreversível da visão.  

Tipos de glaucoma?

Glaucoma primário de ângulo aberto: conhecido também como glaucoma crônico simples, este tipo acomete até 80% dos portadores de glaucoma e pode ser hereditário. Neste caso, a doença começa a dar sinais lentamente, de forma que o aumento da PIO e a perda do campo visual ocorram sem que o paciente perceba que está perdendo a visão.

Glaucoma congênito: ocorre durante a gestação em que a criança deve ser tratada imediatamente ao nascimento. 

Glaucoma de ângulo fechado: neste caso o aumento da pressão intraocular ocorre súbita e rapidamente, desencadeando forte dor em um olho, vermelhidão, olhos inchados e visão diminuída ou embaçada. O atendimento médico deve ser imediato.

Glaucoma secundário:surge a partir de outras situações que interferem na drenagem do olho, tais como doenças inflamatórias, catarata avançada, uso de medicamentos (principalmente colírios) que contêm corticosteroides, entre outras.

Sintomas? Na maioria das vezes é assintomática no início, ou seja, não apresenta sintomas. O portador de glaucoma só percebe em estágio avançado por conta da redução da visão periférica. Por isso, a melhor forma de prevenção é o acompanhamento com o médico oftalmologista, anualmente, para exames de rotina que detectem lesões no nervo óptico e aumento da pressão intraocular.

O tratamento tem, como principal objetivo, estabilizar a doença. Isso é feito através da redução da pressão intraocular, geralmente com o uso de colírios hipotensores, procedimentos a laser ou cirurgias também podem ser necessários, conforme recomendação médica.

Diferentes colírios podem ser combinados para que se obtenha o máximo possível de redução da pressão. A adição de medicamentos aumenta a chance de controle do glaucoma, embora possa tornar o tratamento um pouco mais difícil, por elevar o número de gotas de colírio a serem instiladas a cada dia.

Não seguir o tratamento de forma correta pode fazer com que a doença continue avançando, isso também pode acontecer em casos já avançados da doença e quando a pressão intraocular não é reduzida de maneira suficiente.

Segundo a médica oftalmologista, presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), Doutora Wilma Lelis (CRM 69998-SP), as falhas na adesão ao tratamento vão desde pacientes que fazem uso do colírio menos vezes que a quantidade indicada no dia, desobedecendo aos intervalos de tempo necessário, aplicação incorreta, esquecimento do uso da medicação no horário correto ou abandono do tratamento.   

“Muitos pacientes passam a aderir ao tratamento e ao acompanhamento regular após perderem a visão de um olho. Este triste fato desperta a percepção da relevância do tratamento correto. Como a doença também é predominante na terceira idade, estes complicadores se acentuam pelo uso comum de mais medicamentos ao longo do dia para outras doenças, bem como por possíveis dificuldades de coordenação motora para depositar o medicamento”, relata Dra. Wilma.

A médica ressalta que é preciso lembrar que o glaucoma pode surgir na juventude e no início da vida adulta, por isso, em todas as consultas com o oftalmologista é necessário perguntar como está a pressão dos olhos e o nervo óptico.

¹Sociedade Brasileira de Oftalmologia: http://www.sboportal.org.br/imprensa_descr.aspx?id=2 (acessado em 15/05/2019)

²Informações sobre a doença: www.visaoemdia.com.br

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