Catarata: entenda o que é e como evitar a cegueira

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Dificuldade para dirigir à noite por conta do brilho dos faróis dos carros, sensação de visão embaçada pela alteração constante do grau dos óculos, problemas para executar atividades rotineiras, porque nem sempre é possível enxergar de perto. Estes são alguns dos sintomas mais comuns da catarata, doença ocular que atinge, aproximadamente, 5% da população global com idade entre 60 e 65 anos; 12%, na faixa de 65 a 70 anos, e 40% acima de 70 anos, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) . O problema, que pode surgir principalmente em decorrência do envelhecimento, pode levar à cegueira, por isso o acompanhamento médico e cuidados com a saúde ocular são medidas importantes para a prevenção da catarata.

Além do fator de risco por envelhecimento, existe a catarata congênita, ou seja, presente desde o nascimento. Sua causa pode ser hereditária, estar relacionada a distúrbios do metabolismo, ser causada por infecções contraídas no útero da mãe ou até mesmo por alguma doença que a mãe adquiriu durante a gestação.

O que é catarata?

médico oftalmologista, Dr. Pedro Carlos Carricondo (CRM-SP 100590), explica: “a catarata se desenvolve a partir da opacificação no cristalino do olho – uma lente localizada atrás da íris. Imagine você enxergar tudo através de um vidro fosco, ou até mesmo ter a impressão de que todos os lugares onde você vai estão com a luz ambiente fraca. É assim que as pessoas com catarata vêem”. 

Os sintomas iniciais podem ser sutis, por isso é importante recorrer ao especialista assim que notar qualquer alteração visual. Quando detectada precocemente, o  uso de óculos ajuda a corrigir as deformidades de imagens que a catarata provoca. 

Nos casos em que o óculos não corrige a visão de maneira satisfatória, pode ser indicada a cirurgia para substituição do cristalino opacificado por uma lente transparente. “Ao falar em cirurgia, imediatamente as pessoas se assustam. No entanto, este procedimento é cada vez mais seguro, devendo ser realizado com um médico de confiança e especializado neste tipo de tratamento”, orienta Dr. Pedro.

Fatores de risco para desenvolvimento de catarata

O especialista pontua que a catarata pode surgir em diversas fases da vida, mas alguns fatores podem favorecer ou acelerar o desenvolvimento da doença, tais como:

– Cirurgias oculares;
– Consumo abusivo de bebidas alcoólicas;
– Diabetes;
– Envelhecimento;
– Exposição aos raios ultravioletas – ou seja, não usar óculos de sol;
– Hereditariedade;
– Inflamações oculares;
– Obesidade;
– Pressão alta;
– Problemas durante a gestação;
– Tabagismo;
– Trauma ocular;
– Uso excessivo de corticóides.

Como prevenir a catarata

A prevenção da catarata está relacionada a aspectos que podemos controlar, por isso a aderência de hábitos saudáveis pode ser bastante significativa para envelhecermos bem e para o bom funcionamento do nosso organismo ao longo da vida:

•    Consultar o médico oftalmologista para fazer exames de rotina;
•    Evitar bebidas alcoólicas e tabagismo;
•    Praticar atividade física regularmente;
•    Priorizar a alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes;
•    Usar óculos de sol para proteger os olhos dos raios ultra violeta.

Ficou com alguma dúvida ou suspeita de algum sintoma? Não hesite em agendar consulta com o seu médico oftalmologista para um diagnóstico preciso. Cuide de sua saúde ocular, a catarata está entre as principais causas de cegueira reversível no Brasil e no mundo, então quanto antes você cuidar, melhor você verá.

Para encontrar um médico oftalmologista mais próximo da sua região, acesse: www.visaoemdia.com.br/encontre-um-medico.

O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

Referência bibliográfica
¹ As condições de saúde ocular no Brasil 2019 – Disponível aqui.

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O que é a lente intraocular para catarata

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a catarata é uma das principais causas de cegueira reversível no mundo, acometendo principalmente a […]

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a catarata é uma das principais causas de cegueira reversível no mundo, acometendo principalmente a população idosa. No entanto, por meio de procedimentos cirúrgicos, é possível recuperar a visão substituindo o cristalino do paciente pela lente intraocular para catarata.

Inicialmente, o uso de lentes ou óculos pode amenizar a visão opaca e embaçada, mas a catarata é uma doença progressiva. O único tratamento efetivo para reverter a perda visual é a substituição do cristalino por meio da cirurgia.

O que é a lente intraocular para catarata

“Nossos olhos apresentam uma espécie de lente natural que se chama cristalino. Ela está localizada atrás da íris e o fato de ela ser transparente nos permite enxergar com clareza. Quando o cristalino começa a ficar opaco, esbranquiçado e perde a transparência, ocorre a catarata. Em alguns casos, essa lente natural fica totalmente branca, causando a cegueira”, explica Dr. Pedro Carlos Carricondo (CRM 100590 – SP), médico oftalmologista.

Tipos e benefícios da lente intraocular para catarata

Dr. Pedro conta que existem diversos tipos de lentes intraoculares para catarata disponíveis no mercado:

  • Monofocais Asféricas
  • Monofocais Esféricas
  • Monofocais Tóricas
  • Multifocais Tóricas
  • Multifocais

É muito comum que, além da correção da catarata, a lente intraocular também diminua o grau ou corrija outros problemas de refração, como hipermetropia e astigmatismo. “A escolha da lente leva em consideração diversos parâmetros para alcançar ou se aproximar do grau do paciente – por exemplo: curvatura da córnea, medida de comprimento do olho (biometria) e topografia da córnea são alguns dos aspectos”, esclarece o médico oftalmologista. “As medidas devem ser as mais precisas possíveis para determinar o grau da lente”, acrescenta.

Para realização do procedimento, o médico oftalmologista explicar e esclarecer as dúvidas da cirurgia, solicitar exames complementares e, a partir dos resultados, escolher o melhor tipo de lente intraocular junto com o paciente.

O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

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Catarata: diagnóstico correto e tratamento adequado revertem cegueira

Envelhecer é parte natural da vida e os olhos também sofrem mudanças por conta do nosso envelhecimento, com […]

Envelhecer é parte natural da vida e os olhos também sofrem mudanças por conta do nosso envelhecimento, com mais propensão ao desenvolvimento de algumas doenças, como a catarata. Essa é a doença mais prevalente na população idosa, sendo responsável por 47,8% dos casos de cegueira reversível no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A catarata ocorre no cristalino, que tem a característica de uma lente e está localizado atrás da íris dos olhos. Com o passar dos anos, esta lente começa a perder a transparência, desencadeando a perda progressiva da visão.

“O uso de lentes ou óculos pode auxiliar no conforto visual em fase inicial, mas a catarata é uma doença progressiva, tornando a cirurgia para substituição do cristalino o único tratamento efetivo”, explica Dr. Homero Gusmão (CRM-MG 5.914), Presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). E complementa “o procedimento é relativamente simples e tem duração de cerca de 20 minutos, com resultado definitivo”.

Além do envelhecimento, a doença também pode ocorrer por causa congênita (quando a doença surge desde o nascimento) ou, ainda, como efeito adverso de alguns medicamentos, traumas oculares ou outras doenças correlacionadas, como diabetes e glaucoma.

“Independente da causa, o oftalmologista é a peça-chave no tratamento da doença. Primeiramente para o correto diagnóstico e, em seguida, para o acompanhamento da evolução e indicações terapêuticas, que podem até mesmo reverter os casos de cegueira pela cirurgia”, orienta Dr. Homero.

Os sintomas da doença podem estar presentes mesmo nos estágios iniciais, mas costumas ser silenciosos. São eles: embaçamento da visão, dificultando atividades rotineiras; dificuldade para dirigir à noite por conta do brilho dos faróis; visão com feixes de luz e sensação de melhora da visão ao aproximar os objetivos, com piora gradativa.

Como a doença pode apresentar sintomas muito discretos em sua fase inicial é importante que a população tenha o hábito do check-up anual dos olhos com o médico e ao descobrir a doença, inicie e siga corretamente o tratamento necessário.

O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

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