Visão em Dia

Os olhos são grandes responsáveis pelas
experiências que temos ao longo de nossas
vidas, e para mantê-los saudáveis alguns
cuidados são necessários.

Dia Nacional de Combate ao Glaucoma: Saiba como evitar a cegueira e o desperdício de medicamento

Publicado em 27/04/2017

 

O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma (26 de maio) é a melhor oportunidade para estimular a adesão e a manutenção do tratamento da doença, que atualmente representa 12,3% dos casos de cegueira no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Por isso, também vamos aproveitar para te auxiliar na aplicação correta do colírio, uma vez que é usado como primeira opção para evitar a progressão do glaucoma.

 Nos últimos anos, dois importantes aspectos têm chamado atenção dos especialistas: a falta de adesão e o desperdício de colírio, impactando diretamente no avanço da doença, na ineficácia do tratamento e em gastos desnecessários.

 O glaucoma é uma neuropatia óptica caracterizada pela perda progressiva do campo visual e por se tratar de uma doença silenciosa, o ideal é consultar regularmente o oftalmologista para que ele detecte os sintomas que, geralmente, são notados somente quando parte da visão já foi prejudicada por conta da atrofia progressiva do campo visual.

 No Brasil, estima-se em mais de 1 milhão de glaucomatosos, com incidência de 2 e 3% na população acima de 40 anos, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, e o risco de desenvolver a doença triplica a partir dos 70 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Glaucoma.

 Dos cerca de 1 milhão de pacientes com glaucoma, 50% ou mais não sabem que são portadores da doença. No Brasil, supõem-se um índice ainda maior. A estimativa é que até 2020 o glaucoma atingirá 80 milhões de pessoas em todo mundo, sendo que destas, 11 milhões estarão em estágio de cegueira bilateral[1], ou seja, terão os dois olhos afetados.

 Falta de Adesão

O tratamento do glaucoma se inicia com o uso de colírios específicos, porém, dependendo do caso, a cirurgia pode ser uma opção quando o medicamento não surte o efeito desejado.

 Entre as causas do abandono da terapia estão a dificuldade em manter os olhos abertos para instilar o remédio, desistência no uso do medicamento e não seguir as orientações médicas, os horários prescritos e a forma de manuseio do frasco de colírio.

 A utilização correta tem efeito adjunto na terapia, pois cada gota desperdiçada pode representar um dia a menos de tratamento. Ou seja, pode haver prejuízos em sua saúde física e financeira. Aproximadamente 65% das pessoas apresentam dificuldade na aplicação dos colírios e 38% erram a primeira gota. De cada dez, quatro não acertam o alvo, e quando a gota do colírio não chega de forma correta no olho, também se perde a eficácia do remédio.

 “Quanto maior a adesão à terapia tópica, melhor para o paciente. Mas se o colírio não foi instilado de forma correta, o tratamento torna-se ineficaz. O uso da medicação acima do recomendado, ou o excesso de uso do colírio, além de não trazer benefícios, aumenta o efeito colateral da medicação”, diz o Prof. Tiago Prata, médico oftalmologista e professor de pós-graduação da UNIFESP e diretor clínico do Hospital Medicina dos Olhos (HMO).

 O especialista conduziu, junto a outros colegas, um estudo[2] que avaliou a eficácia e a segurança de um dispositivo projetado para pingar o colírio de forma correta. Aproximadamente, 20% dos pacientes precisam de outra pessoa para ajudar, o que nem sempre é possível.

 Outro benefício demonstrado pelo estudo foi que o dispositivo reduz as chances de contaminação e diluição da medicação, pois o aplicador não permite que o frasco encoste a ponta no globo ocular.

 Do ponto de vista financeiro, o auxílio e a facilidade de um aparelho para instilar o medicamento, especialmente no caso de pessoas inexperientes, é maior em comparação à instilação tradicional[3].

 O oftalmologista reforça que os medicamentos são de uso pessoal e devem ser utilizados somente sob recomendação médica, pois no Brasil alguns medicamentos à base de corticoide são vendidos sem receita e podem ser grandes vilões quando o tema em questão é a saúde ocular. Este tipo de colírio pode tanto aumentar a pressão dentro do olho (conhecida como pressão intraocular - PIO) como desenvolver o glaucoma.

Converse com o farmacêutico, pergunte sobre o aplicador e tenha um tratamento mais efetivo no combate à cegueira.

 

[1] Health economics data show high impact of indirect costs from progressive glaucoma – disponível em http://www.healio.com/ophthalmology/glaucoma/news/online/%7Bcb5feb46-d78d-41fb-9658-c0550e2ab9a9%7D/health-economics-data-show-high-impact-of-indirect-costs-from-progressive-glaucoma

[2] Evaluation of the efficacy and safety of a new device for eye drops instillation in patients with glaucoma – disponível em https://www.dovepress.com/evaluation-of-the-efficacy-and-safety-of-a-new-device-for-eye-drops-in-peer-reviewed-fulltext-article-OPTH

[3] Impacto econômico no tratamento do glaucoma: volume de gotas de colírios antiglaucomatosos brasileiros e norte-americanos – disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27492001000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

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